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Jadão Junqueira


Como foi seu envolvimento na música, e no cenário Gospel? Você estudou em alguma escola de música ou é autodidata? Comecei bem cedo, vendo o meu pai tocando violão, e pedi pra ele me ensinar... Até então nem autodidata podia me considerar, era curioso mesmo, ficava antenado, tentando ver o que os outros faziam e tentava tirar as músicas que cantávamos na igreja. Só fui estudar música mesmo quando eu já tinha 18 anos, quando já tocava contrabaixo. A galera de uma banda, os Atalaias, perguntou ao meu irmão mais velho, se ele conhecia algum baixista para indicar, e ele falou que eu tinha um baixo em casa. Na verdade eu estava começando a tirar algumas músicas de uns discos de jazz que tinha em casa (Louis Armstrong, Benny Goodman etc) Eles gostaram e me convidaram a tocar com eles. Eu falei “oba, está aí o caminho”. Foi quando comecei a estudar, primeiro sozinho, depois fui para o Clam – Centro Livre de Aprendizagem Musical, uma escola bem legal em São Paulo, foi aí que tudo começou mesmo. Nos diga como é passar por vários grupos e tocar com vários cantores com toda essa experiência com ministérios como Renascer Praise, Katsbarnea, Brother Simion, Filhos do Homem entre outros...

Para mim é sempre muito especial cada trabalho que realizo ou que já realizei. Porque não é só tocar e ir embora, mas estar criando e fortalecendo os relacionamentos. Foi assim em todas as bandas e Ministérios que toquei. No Ministério Filhos do Homem aconteceu exatamente assim. Em 1991, com o Katsbarnea, fomos fazer um show em Pato Branco, e fiquei hospedado na casa do Pr. Cristiano Batiston, então com 13 anos de idade. Apesar da diferença de idade, ficamos amigos e ele colocou no caderno de oração dele os integrantes da banda dos sonhos que ele queria montar... Encurtando a história, depois de 14 anos, olha eu morando em Pato Branco e tocando na banda Filhos do Homem. O que você acha do atual cenário gospel brasileiro e dos novos músicos que estão surgindo? Existe qualidade técnica nos grupos atuais? Hoje o cenário gospel está bem diversificado. Você encontra desde bandas de evangelismo a bandas de louvor e adoração, passando por todos os ritmos possíveis e imagináveis.

Vai desde o rock até o vanerão, baião etc. A qualidade está muito boa na minha opinião. Bandas como Oficina g3, Toque no Altar, Odres Novos, Resgate e, claro, Filhos do Homem (hehehe) são muito respeitadas no meio secular inclusive, isso sem falar nos cantores e cantoras. Aline Barros, Soraya, Fantazini, os ministérios também. Tem muita gente muito boa tocando, fazendo o seu melhor para Deus. Falando especialmente de contrabaixo, quais seriam os músicos evangélicos hoje de maior destaque no Brasil? E no meio secular? Olha, tem os caras que a gente já conhece. Duca Tambasco, Ted Furtado, Robinho Tavares, Eliseu Junqueira (meu irmão) e a galera que você ouve, mas não guarda o nome de cabeça, mas se lembra pela banda...Templo Soul, Toque no Altar etc, é bem difícil lembrar de todos. Hoje tem muita gente que toca muito mesmo, que em um tempo bem curto estará nome na música gospel também. No secular tem alguns nomes de muito destaque. Arismar do Espirito Santo, Thiaguinho do Espirito Santo, Ney Conceição, Robinho Tavares, Serginho Carvalho, Arthur Maia, Pixinga. É muita gente que faz história na musica brasileira, sem contar os internacionais. Ah ,tem o Laboriel, que atua no gospel e já atuou no secular também. Como está sendo para você o ministério Filhos do Homem, seus projetos?

O Ministério Filhos do Homem está sendo uma grande benção em minha vida. Ministerialmente, tenho aprendido muito com o Pr. Cris, a cada dia sou ministrado e desafiado a colocar em prática todo o ensinamento que tenho recebido, desde estar sendo um verdadeiro adorador a colocar em prática o meu chamado. Muitas vezes eu pensava que o meu chamado era ser baixista, mas tenho aprendido que Deus quer muito mais de mim, e quero estar fazendo tudo para estar debaixo da vontade Dele. Uma das coisas mais loucas que fui ministrado foi sobre a humildade. Muitas vezes a gente pensa que só porque toca um pouquinho melhor está acima das outras pessoas, podendo, ou achando que pode, pisar, destratar, ou mesmo tratar com indiferença. Temos que lembrar que mais importante que todas as nossas conquistas, musicais ou não, é estar amando a Jesus e aos nossos irmãos, sujeitando–nos uns aos outros em amor. A cada dia tenho “tentado” colocar em prática tudo isso. Musicalmente falando, esses 16 meses em que estou junto com o FDH, tem sido muito especial para mim. A banda é muito fera, a galera quebra tudo mesmo. A banda tem um estúdio de gravação e ensaio, e passamos várias horas por dia ensaiando, desde as músicas para os shows e ministrações como também para os novos projetos. Em 2006, gravamos o DVD Tocando Baixo com o Jadão, que foi um tremendo presente de Deus em minha vida.

Sempre tive o sonho de realizar um projeto assim, e quando verdadeiramente coloquei nas mãos de Deus e descansei o presente veio. Também gravamos o DVD Somos Teus Filhos, que é o ultimo lançamento da banda. Tenho que falar dos nomes de cada um da banda, pois são amigos muito especiais. - Pr. Cris – voz, violão, guitarra - Samuel Barbosa – back vocal - Fabrini Souza – back vocal - Fabiano Barbosa – teclado - Diego Hernandez – Guitarra - Robson Roldão – Bateria - Pra. Melissa Batiston – Dança - Elisiane Barbosa – dança - Ana Paula Kushinsk - Ribamar Trautman Nos fale sobre seu novo projeto, a vídeo aula “Tocando com Jader Junqueira”. Como surgiu a idéia? Haverá uma segunda edição com novas técnicas? Como falei anteriormente, foi um tremendo presente de Deus em minha vida. O ministério Filhos do Homem viu a necessidade de ajudar aqueles que querem se aperfeiçoar em seus instrumentos, dando para Deus o seu melhor, e estudar com verdadeiros servos de Deus. Eu agradeço a Deus por ter sido o escolhido para iniciar a série, porque a idéia é fazer vídeo aula de Guitarra com o Diego Hernandes, de Bateria com o Robson Roldão, de vocal com o Samuel Barbosa etc. Está atualmente trabalhando em algum projeto? Sim, já estamos começando a pensar no FDH 5, em breve vão começar as composições e os ensaios. Fora isso, temos o projeto de realizar workshops de baixo, guitarra e bateria nos lugares em que a banda for se apresentar, divulgando a vídeo aula de baixo também. Quais são suas influências musicais e atualmente o que está ouvindo? Bom, é sabido por todos que sempre gostei do Funk, passando pelo Jazz, Blues e Música Brasileira, claro e do Rock também, daí você mistura tudo isso e dá o som que eu gosto de tocar (heheheh).

Quando eu entrei pro FDH, fui ministrado da importância de entregar pra Deus o nosso ouro purificado, ou seja, uma música sem a influência do mundo. A partir daí eu não tenho ouvido mais música secular pra curtir. Isso não interfere na minha forma e maneira de estudar ou compor as linhas de baixo que utilizo. Nos diga qual é seu Set up. - Uso somente baixo de 4 cordas nas apresentações ao vivo e de 5 cordas para gravações.Fale da importância de um baixo na banda. Bom, o baixo é o instrumento mais importante de uma banda (hehehe). Brincadeiras à parte, o baixo tem uma grande importância dentro de uma banda, pois ele atua tanto na parte rítmica, na melódica e na harmônica. A gente pode ver a sua maior presença na rítmica, fazendo os grooves ao lado da bateria. O casamento do baixo e da bateria é essencial na banda, sendo esta umas das coisas que o FDH tem trabalhado bastante.

O baixo dá a pulsação na música, além do molho e do swing. Deixe um recado para a galera que está começando agora no mundo dos graves, qual conselho daria? Como músico, falo para você estudar muito, mas muito mesmo. Mas principalmente como servo de Deus, e é isso o que impera em minha vida, vejo a necessidade de uma vida santificada, uma vida com o propósito único de adorar e exaltar o nome de Jesus. Se fortalecer na palavra e buscar verdadeiramente a Deus em oração. Essas são dicas que tem feito um grande diferencial em minha vida, e eu posso recomendar o que eu tenho vivido. E tudo isso fazer com muita alegria, com muito prazer mesmo.